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Evil F.C.


Bola e boleiros:

 

- Ordem da atualização invertida hoje. Ontem estive no estádio Bom Jesus da Lapa aqui em Apucarana para conferir a Seleção Feminina de Futebol que fez um jogo de exibição contra um combinado local. Marta (lesionada) não esteve com o grupo mas outra jogadoras importantes como Cristiane, Formiga e Erika estiveram presentes. Tenho algumas fotos tiradas em celular mas a qualidade está muito ruim. Não tenho certeza mas creio que a partida tenha terminado em 14 ou 15 a zero para o Brasil. O estádio não possui placar eletrônico.

 

Um amigo que edita O Expresso uma revista local comentou que o esquema que possibilitou a vinda da seleção feminina seria um típico ‘caça níquel’ e estariam agendadas mais duas partidas em outras cidades da região do norte do Paraná. O intuito é divulgar a modalidade feminina do esporte bretão que ainda ‘engatinha’ no país mesmo após duas medalhas olimpicas de prata e uma medalha de ouro nos últimos jogos Pan americanos.

 

A Seleção Feminina apresentou uma postura profissional, táticamente não devendo em nada para time algum. Inclusive o estilo de jogo do Brasil feminino se mostra bastante antenado com o estilo de jogo adotado por clubes e seleções européias atuais. Com a bola nos pés o time se dispõe num 4-3-3 nítido com duas externas (direita/esquerda) incisivas abrindo pelas pontas e uma ‘mulher referência’ na área (geralmente a própria Crisitane) se projetando entre os zagueiros.

 

Fui pro estádio acompanhado da minha amiga Lara que jogava futsal aqui na cidade durante a época de ensino médio. Segundo ela, o combinado local foi formado por meninas que jogavam futsal aqui em Apucarana. A cidade não possui nenhum time de futebol de campo feminino. A discrepância técnica e tática ficaram mais do que evidentes.

 

- Serie A italiana: houve uma rodada infernal neste fim de semana mas acompanhei apenas o morno 0x0 entre Palermo e Genoa no domingo. O Milan venceu o Parma por 2x0 (dois gols do ‘grosso’ Borriello) ganhando o quarto lugar da tabela e um pouco mais de confiança para encarar o Real Madrid hoje pela UEFA Champions League. A Roma espantou a crise batendo o Bologna por 2x1 e a Juventus perdeu para o Napoli no sábado por 3x2. No domingo de manhã a líder isolada Inter bateu o Livorno por 2x0 (com um golaço de Maicon) e abriu (sete pontos) de vantagem para a Juve vice-líder.

 

- Acompanhei a Bundesliga alemã neste fim de semana, mais precisamente os jogos Borussia Dortmund 2x0 Hertha Berlim e Stuttgart 0x0 Bayern de Munique. Em breve digo o porque do enfoque na liga alemã!



Escrito por Kazuo Su-X às 15h41
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Tracklist:

 

- Dream Theater ‘Wither’: fabulosa balada que consta no álbum ‘Black Clouds and Silver Linings’, espalhou-se pelo You Tube diversas versões alternativas da canção, há uma em piano (de Jordan Rudess) e voz de James La Brie, noutra apenas a voz de La Brie surge sem instrumental onde é possivel notar toda a capacidade de interpretação do vocalista, numa terceira há o guitarrista John Petrucci cantando as linhas vocais junto ao instrumental normal, a balada do ano num dos grandes lançamentos de 2009; John Petrucci ‘Glasgow Kiss’: no ritmo do Dream Theater fui atrás do álbum solo ‘Suspended Animation’ que Petrucci lançou em 2005, diga-se de passagem que o mesmo já é o meu virtuose favorito!

 

Curtas:

 

- Mês está virando por tanto compre logo a Rolling Stone de outubro (capa 100 melhores canções brasileiras). A seção ‘política internacional’ traduz uma matéria sensacional feita pela matriz americana. David Gergen analista político da CNN, Paul Krugman do jornal New York Times e o diretor Michael Moore (‘Tiros em Columbine’, lançando em breve ‘Capitalism: A Love Story’) debatem a respeito dos primeiros 100 dias do governo Barack Obama. O nosso Cristóvão Buarque (senador, ex-ministro da educação) escreve um artigo sobre o presidente yankee onde ressalta as preocupações de Obama para com a educação de seu país!

 

- Liquidação de dvd’s na locadora mais próxima. Adquiri semana passada por míseros cinco reais cada exemplares originais de ‘Sicko SOS Saúde’ dirigido pelo mesmo Michael Moore citado acima e ‘Barcelona mais que um clube’ (este duplo). O primeiro será meu primeiro contato com os documentários polêmicos que fizeram a fama de seu diretor. Em ‘Sicko’ Moore denuncia a ineficiência do sistema público de saúde dos EUA. O segundo é o dvd que o Barcelona FC lançou para fazer frente ao ‘Real Madrid – O Filme’ ambos lançados entre 2004 e 2005. ‘Barcelona mais que um clube’ (produzido pelo Canal Mais) apresenta um apanhado geral da história do clube catalão e o dvd bonus trás imagens dos maiores confrontos dos blaugrenas na UEFA Champions League até o começo da temporada 2005/2006. Comentários amplos sobre ambos em breve!



Escrito por Kazuo Su-X às 15h40
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1 filme:

 

‘O Curioso Caso de Benjamin Button’

Direção: David Fincher

Com: Brad Pitt e Cate Blanchett

2009              

 

Levou três Oscar, resgatou o romance homônimo do escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald mas ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ se apresentou aos meus olhos enquanto um filme pra lá de esquisito. Os Oscar dizem respeito a produção (direção de arte, efeitos visuais e maquiagem) e o roteiro ainda que baseado num romance famoso se faz um tanto quanto ‘capenga’. Eu jamais cobro verossimilhança científico/realista de qualquer obra ficcional. Se é pra ser verossimil e realista que o espectador assista um documentário não uma obra fictícia. O que temos aqui é que o romance da primeira metade do século XX trás um conto um tanto quanto obsoleto. E vencer Oscar não necessariamente significa que o filme vencedor possua um roteiro coeso e apresente uma boa história. Geralmente roteiro coeso e boa história levam o Oscar de ‘melhor roteiro’ ou ‘melhor filme’.

 

Brad Pitt é o Benjamin Button que inexplicavelmente nasce dotado de uma constituição biológica senil e decrépita. Em outras palavras, o bebê nasce com a constituição biológica de um velho. Seu progresso natural implica no oposto do progresso natural habitual, Benjamin vai rejuvenescendo com o passar dos anos. Òrfão, foi abandonado pelo pai que o deixou na porta de um asilo após a morte de sua mãe durante o parto. Benjamin é criado pela governanta do asilo. E o que temos é uma história contada sobre alguém que vive num ritmo oposto ao nosso.

 

Grosso modo, teses científicas, neurológicas e psicológicas defendem a idéia de que o desenvovimento cerebral de uma criança está intimamente ligado ao ambiente (físico/socio-cultural) ao qual esta criança está envolvida. Logo a pergunta é: como se daria o processo invertido, porque aparentemente a constituição cerebral de Benjamin Button já ‘nasceu pronta’? Algumas dessas teses seriam um tanto quanto avançadas para a primeira metade do século XX quando F. Scott Fitzgerald escreveu o romance. O tema do roteiro acaba não sendo tão contemporâneo, por isso a minha estranheza.

 

Incoerências científicas a parte, temos sim um belo filme. A direção de arte é sim digna do Oscar recebido. A época em que o conto se situa reflete bem a época em que F. Scott Fizgerald concebeu-o, durante os anos 30 a ‘era do jazz’ na América. A produção recria este momento de maneira interessante. Os personagens são cativantes tais quais o capitão Mike (o ator Jared Harris) do barquinho de reboque em que Benjamin passa a trabalhar. O barquinho Chelsea é abatido por um enorme submarino em plena II Guerra Mundial quando navegadores civis são convocados pela marinha americana. Apenas Benjamin sobrevive e o debochado capitão Mike (que mais parece uma versão sublime de Lemmy Kilmister, líder do Motörhead) morre como herói de guerra.

 

Benjamin volta para o asilo em New Orleans, terra do jazz, onde re-encontra Daisy sua amiga de infância. Daisy (a bela Cate Blanchett) é agora uma jovem e promissora bailarina. Brad Pitt surge plasticamente bem, seu personagem vai ficando jovem a medida em que os anos 50 se aproximam. E Pitt oportunamente entra em cena vestindo jaqueta de couro enquanto cavalga uma motocicleta a lá James Dean. A história é narrada por Daisy já idosa num quarto de hospital numa New Orleans prestes a ser fustigada pelo furacão Katrina em 2003. O resultado final é um bonito tributo a um dos lugares mais sofridos e poéticos no sul dos EUA. Além de contar pontos no curriculo de Brad Pitt que se sai muito bem na pele de galã careta. Performance infinitamente superior às pataquadas ‘hollywoodeanas’ do tipo ‘Sr. e Sra. Smith’ que Pitt protagonizou com a esposa Angelina Jolie.

 

As entrelinhas de ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ evocam algo poético sim, pois Chaplin quando perguntado o que mudaria no que diz respeito da condição humana, respondeu que inverteria a ordem. O homem despertaria da morte e viveria no ritmo oposto do desenvolvimento da vida. Iria se tornando jovem aos poucos e tudo acabaria numa noite de amor.

 

Se vale uma conferida? Apesar de eu não ter gostado tanto, vale sim!



Escrito por Kazuo Su-X às 15h40
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Curta (musical):

 

- ‘Halford III – Winter Songs’ é o novo disco solo do vocalista Rob Halford (Judas Priest), terceiro da banda Halford. O single ‘Get Into Spirit’ trazia as duas primeiras faixas do tracklist, ‘Get Into Spirit’ e ‘We Three Kings’ apresentando a banda de Rob a apostar numa sonoridade melodiosa dotada de belos arranjos (alguns pianos e teclados) mas ainda calcada no metal tradicional.

 

A surpresa fica por conta da descoberta de que o conteúdo do álbum trás tradicionais composições natalinas executadas com arranjos heavy metal. O resultado final acaba sendo bonito e inusitado. Temos a impressão de que Halford não quis se desfazer da grandiosidade dos arranjos do conceitual ‘Nostradamus’, último trabalho do Judas Priest lançado em 2008. Um trabalho inspirado e que vale a pena conferir!

 

- E aqui vai um review sobre um dos melhores álbuns de 2009 concebido por uma das maiores bandas da atualidade!

 

Top 10 series – Best of 2009

 

Dream Theater

‘Black Clouds and Silver Linings’

Warner/Roadrunner

2009

 

No fim do primeiro semestre o Dream Theater lançou o décimo álbum de sua carreira, segundo pela gravadora Roadrunner. Alguns ‘fãs fanáticos’ alardearam por aí que o antecessor ‘Systematic Chaos’ não era lá muito bom. ‘Systematic Chaos’ foi comentado aqui neste blog há algum tempo e óbviamente não se trata de um trabalho ruim. Na ocasião eu escrevi que era compreensível que a banda não apresentasse bruscas transformações exatamente porque estava debutando numa nova gravadora. ‘Systematic Chaos’ foi sim um trabalho previsível.

 

O Dream Theater é hoje um dos grandes do metal contemporâneo, no Brasil arrastando uma legião de fãs e tocando aqui para platéias de dez mil pessoas. O estilo progressive metal  praticado pela banda é algo que foge de qualquer padrão comercial vigente, longas canções, longos solos e longas partes instrumentais. No entanto ‘Black Clouds and Silver Linings’ comercialmente saiu-se muito bem adentrando as paradas européias tão logo foi lançado. De fato a banda possuí uma boa base de fãs que em tempos de crise pelos quais passam as gravadoras pode representar vendagens expressivas. E musicalmente ‘Black Clouds and Silver Linings’ é superior a ‘Systematic Chaos’.

 

O tracklist abre com direito a samples de chuvas e trovoadas. A faixa de abertura é ‘A Nightmare To Remember’ empolgante e nenhum pouco cansativa dentro dos seus (absurdos) 16 minutos e 10 segundos de duração. O início da canção um tanto quanto sombrio trás a mente algo do velho Black Sabbath. É uma composição com partes velozes e todos os elementos do Dream Theater estão lá. A voz poderosa de James La Brie, a seção ritmica devastadora de John Miyung (baixo) e Mike Portnoy (batera, fazendo alguns vocais em alguns momentos). Além dos virtuosos Jordan Rudess (teclado) e John Petrucci (guitarra), este que além de virtuoso é um exímio riff master.

 

Alguns momentos instrumentais de ‘A Nightmare To Remember’ lembram muito as partes instrumentais do inesquecível e hoje clássico ‘Metropolis II’ (1999). O tema da letra da canção também é semelhante com o enredo de ‘Metropolis II’. Trata-se de um faixa fantástica e há muito o Dream Theater não abria um tracklist com uma canção tão impactante. No fim da canção, Mike Portnoy até arrisca um blast beat no momento em que a composição acelera. O clima sombrio e pesado mostra que o Dream Theater não deve em nada para nenhuma banda de black metal sinfônico da atualidade. Na sequência ‘A Rite of Passage’ é uma das mais curtas (!!!) do tracklist (pouco mais de oito minutos). Trata-se de uma das melhores canções deste álbum, um clima monumental e bombástico denunciando que a cover de ‘Stargazer’ (do Rainbow) gravada durante as sessões de estúdio deste álbum é influência mais do que sintomática.

 

‘A Rite of Passage’ trás um clima grandioso cortesia dos teclados de Jordan Rudess em comunhão com as melodias da guitarra de John Petrucci. O refrão é marcante e bem definido. A composição se desenvolve para um andamento mais reto, onde impera a velocidade no momento do solo em que Petrucci mostra porque é um dos melhores guitarristas da atualidade. O resultado final de ‘A Rite of Passage’ aponta para uma entonação mais épica e que sôa muito bem. A terceira faixa é a bela (e inspirada) balada ‘Wither’ onde quem chama todas as atenções é o vocalista James La Brie com sua interpretação elegânte. Cercado por belos arranjos e La Brie conta pontos por fugir da dramaticidade desmedida. Não é exagero colocá-lo enquanto melhor vocal do metal atual. O solo de Petrucci também merece destaque, curto e impactante numa linha que até lembra Brian May (Queen).

 

‘The Shattered Fortess’ é mais uma longa canção em que o baterista Mike Portnoy expressa nas letras sua experiência pessoal em tentar se livrar do alcoolismo. Temos um solo de teclado fabuloso de Jordan Rudess numa composição que segue a linha de ‘The Glass Prision’ (‘de Six Degrees of Inner Turbulence’) cuja letra versava sobre o mesmo tema. Aliás um trecho da própria ‘The Glass Prision’ surge no desfêcho de ‘The Shattered Fortess’ como música incidental.

 

A ousada ‘The Best of Times’ inaugura algo novo no estilo de compor do Dream Theater. Não é uma balada, mas trata-se de uma composição grandiosa e melodiosa onde todos os elementos caracteristicos da banda comparecem. A letra é uma homenagem do baterista Mike Portnoy ao pai falecido em 2008. Ao findar, o guitarrista John Petrucci beira o sublime chamando todas as atenções para si. Lembrando que John Petrucci também homenageou seu pai falecido na canção ‘Take Away My Pain’ (de ‘Falling Into Infinity’). O fim do álbum vem com ‘The Count of Tuscany’ bastante longa (quase vinte minutos) onde mais uma vez o destaque fica por conta da interpretação do vocalista James La Brie.

 

O cuidado instrumental apresentado pelo Dream Theater é algo fora do usual nos dias de hoje. São músicos que sabem o que fazem com seus instrumentos, alguns colocados enquanto os melhores em seus respectivos instrumentos atualmente. O estilo de composição neste ‘Black Clouds and Silver Linings’ apresenta nunances bebidas de fontes das bandas clássicas dos anos 70, sobretudo na já citada menção ao Rainbow. Talvez ainda seja cedo para afirmar. Se ‘Black Clouds and Silver Linings’ não é classico como ‘Images & Words’ ou ‘Metropolis II’, ao menos chega ao patamar de grandes momentos da banda como ‘Awake’, ‘Six Degrees of Inner Turbulence’ ou ‘Octavarium’.

 

Lá fora ‘Black Clouds and Silver Linings’ saiu em edição especial com cd’s bonus onde num dos cd’s temos a citada cover de ‘Stargazer’ do Rainbow bem como a versão que o Dream Theater fez para ‘To Time A Land’ do Iron Maiden, incluso no tributo ao Maiden da revista inglêsa Kerrang! Constam também covers de Queen e King Crimson. O outro cd bonus trás as canções do tracklist de ‘Black Clouds and Siver Linings’ em versão instrumental sem os vocais.

 

Acima da média?? É sim!

 



Escrito por Kazuo Su-X às 15h37
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