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Evil F.C.


Bola e boleiros (extra)

 

- Não pude ver Inter 5x3 Palermo, um jogo movimentadíssimo ontem. A Inter lidera a Série A mantendo quatro pontos de vantagem para a Juventus.

 

A Juventus ‘sul-americanizada’.

 

Perguntei pelo Twitter ao meu editor no Trivela Leonardo Bertozzi (também colunista de futebol italiano do site) se era equivoco dizer que nunca se vira uma Juventus tão vistosa, valendo-se de um toque de bola bonito e sul-americanizado. Isso após a goleada de 5x1 aplicada em cima da Sampdoria (de Cassano) que vinha sendo o destaque da Serie A italiana neste primeiro turno. Bertozzi me respondeu que não tinha visto o jogo mas que seu eu estava dizendo o que dizia é porque residia ali alguma verdade.

 

O Bertozzi ressaltou que a Juve vinha de quatro jogos sem vitória o que eu disse que também levava em consideração. O início bianconneri em muito foi incensado pelas boas performances de Diego que em duas rodadas acabou se contundindo. Até seu retorno regular o elenco bianconneri sofreu mais duas baixas importântes. O meia Marchisio vinha sendo destaque e passará por inervenção cirurgica bem como centroavante Iaquinta. Até voltar a vencer no meio desta semana, Ciro Ferrara (ex-zagueiro e ex-treinador das divisões de base do clube) vinha sendo colocado em paralelo com Leonardo (técnico do Milan) no que diz respeito a inexperiência.

 

Na verdade, desde as primeiras rodadas ainda com Marchisio pelo lado esquerdo e sem o volante Sissoko que se recuperava de lesão, houve sim uma mudança drástica na forma de jogar da Juve. Particularmente vejo a Juventus enquanto o clube italiano que mais personificava a tradição do catenaccio e isso desde sempre. Duas linhas de quatro homens e dois atacantes sendo que um geralmente servia de homem de ligação e o outro ficava fixo como centroavante de área. Fiz um esforço de memória e vi um número quase nulo de jogadores sul-americanos que tenham tido destaque no clube antes da última temporada. O chileno Marcelo Salas não chegou a acontecer de fato nem o lateral-esquerdo Athirson que integrou a Juve no começo do milênio. Aliás o único destaque sul-americano foi o brasileiro Emerson que era volante, isso durante a última passagem de Fabio Capello pelo clube no título ‘caçado’ de 2005/2006. Num passado recente um pouco mais distante houve também o zagueiro uruguaio Paolo Montero. Mas o elenco da Juve ainda inclui um ‘argentino’.

 

A Juventus tem hoje um meio campo/ataque sul-americanizado. Tomando como ponto de análise a Juve que bateu a Sampdoria quarta feira temos Buffon (em boa fase) e a frente dele a tradicional linha de quatro defensores: Grygera, Cannavaro (ou Legrottaglie), Chielini e Grosso. Grygera e Grosso não são brilhantes mas possuem condicionamento físico o suficiente para avançar ao ataque sem comprometer a defesa. O miolo de zaga é inferior por exemplo ao do Milan (Nesta/Thiago Silva) ou ao da Inter (Lucio/Samuel) mas é minimamente confiável. Vejo Chielini um tanto quanto violento e Cannavaro tem idade suficiente para encontrar alguma dificuldade contra um atacante mais veloz.

 

O meio de campo da vecchia signora apresenta hoje algumas variações interessantes. Nedved era o centro de gravidade até a temporada passada, sua última. Na temporada passada, a Juve lançou mão do tradicionalissimo Claudio Ranieri no comando da equipe onde a linha de quatro do meio de campo não apresentava grande variação. Nedved a esquerda, dois volantes marcadores (Sissoko/Poulsen ou Cristiano Zanetti) e Camoranesi na direita, este muito longe de seu grande ápice físico entre 2004 e 2006. A Juve do ínicio de 2009/2010 ainda com Marchisio tinha Felipe Melo, Marchisio, Camoranesi e Diego como homem de ligação. Felipe Melo era o volante mais fixo e Marchisio/Camoranesi não se comportavam necessariamente como ‘externos’. Em avanços alternados, Grygera e Grosso ocupavam as extremidades do campo. Diego mais centralizado fazia a ligação. Era um desenho tático que lembrava o Milan de Carlo Ancelotti, um 4-3-1-2. Diego era o ‘1’ numa função similar àquela de Kaká no Milan de outrora.

Camoranesi

 

Já a Juventus da última quarta-feira chegou a lembrar em alguns momentos a Roma de Luciano Spaletti com Mancini, Taddei e Perrotta em boas condições físicas, a Roma vice campeã em 2007/2008. Sem Marchisio e com Sissoko observou-se o último mais fixo a frente da defesa e ao seu redor haviam Camoranesi (a direita), Felipe Melo (mais a esquerda) e um Diego na ocasião com liberdade tanto para ser o homem de ligação pelo meio, quanto para abrir pelos dois lados do ataque. Isso porque o jovem Giovinco, leve e ágil poderia se posicionar fora da área aberto pelos lados externos. Além de Amauri que atua tanto como centroavante referência como de pivô. Há a possibilidade desta Juve se posicionar em 4-2-3-1 a exemplo da Roma de Spaletti, onde Giovinco compõe o meio de campo como externo e Amauri fica isolado. Ou ainda Giovinco como homem de ligação e Diego como externo esquerdo mais Amauri isolado.

 

Em ambas as situações o destaque é Mauro German Camoranesi que não por acaso re-encontrou o bom futebol neste começo de temporada. Como dito, Camoranesi não tem mais o vigor físico de outrora para se comportar como um infernal externo direito. Por outro lado, Camoranesi é argentino de natureza nascido em Tandil, revelado pelo Aldosivi com passagem pelo Banfield. Trata-se de um tetracampeão naturalizado italiano. O estilo de jogo desenvolvido com três brasileiros (Amauri/Diego/Felipe Melo) tem favorecido o súbito renascer do meia ítalo/argentino. Fica a curiosidade em ver alguma dessas disposições táticas incluindo Alessandro Del Piero.

 

Houve uma Juventus dotada de um toque de bola tão vistoso antes da atual? Cabe ao jovem Ciro Ferrara tirar a vecchia signora para sambar ou conduzi-la no ritmo do tango...

 



Escrito por Kazuo Su-X às 16h42
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Playlist:

 

- Dream Theater ‘Black Clouds and Silver Linings’ novo álbum do Dream Theater que com certeza estará no meu Top 10 de melhores de 2009, destaques para ‘A Rite of Passage’ e a balada ‘Wither’; Slayer ‘World Painted Blood’ a espectativa em torno do novo álbum do Slayer era grande e o trabalho não é ruim, a produção (mais uma vez sem Rick Rubin) no entanto surgiu um tanto quanto crua e bastante direta, comparado ao ‘Death Magnetic’ do Metallica (com Rick Rubin) o Slayer ficou devendo no quesito produção...

 

Curtas:

 

- Mandei um e-mail para a redação da Billboard e eles informaram que a públicação apenas foi distribuida nos grandes centros. Terei que ir para Londrina comprar uma. O site da Billboard Brasil já está no ar. Clique aqui!

 

- Na Rolling Stone desse mês (capa 100 melhores músicas brasileiras) temos uma curta entrevista com Keith Richards que já destaquei aqui. Bem como uma matéria de Pedro Alexandre Sanches a respeito do Seu Jorge que atualmente se encontra no ápice do mainstream. Algumas revelações interessantes como uma passagem anônima do Seu Jorge pelo Planet Hemp enquanto percussionista da banda, na época do hoje clássico ‘A Invasão Sagaz do Homem Fumaça’. A banda que acompanha Seu Jorge em seu novo DVD conta com Lucio Maia (guitarra) da Nação Zumbi.

 

A seção ‘Arquivos RS’ resgata uma matéria no minímo histórica do Pearl Jam publicada na matriz norte-americana por volta de 1993 quando a banda rumava para o estrelato. Era a transição do álbum de estréia ‘Ten’ para o álbum ‘Pearl Jam’. Pela primeira vez prestei atenção no nome dos outros integrantes da banda além de Eddie Vedder que fala sobre seus traumas do passado (teve um padrasto e soube quem era seu pai biológico quando o mesmo já estava morto). Além é claro do significado de algumas canções e da postura da banda que se recusou a lançar a canção ‘Black’ como single.

 

Na prática vejo o Pearl Jam enquanto uma banda um tanto quanto ‘sem graça’ porém sendo a única que sobreviveu e não se auto-destruiu dentre aquelas que surgiram em meio a explosão grunge de Seattle. Já foram elogiados por Neil Young e se afirmaram no mainstream musical durante a década perdida do rock que foram os anos 90. Isso concede a eles alguns méritos sim. Bandas surgidas nos anos 80 como U2 e Metallica se aproximam dos 30 anos de carreira. As bandas dos anos 90 começam a se aproximar dos 20 anos de carreira, caso do Green Day ou do próprio Pearl Jam.

 

A matéria resgatada pela ‘Arquivos RS’ foi escrita originalmente por Cameron Crowe (também diretor de cinema responsável pelo filme ‘Quase Famosos’), que pouco a pouco vai se transformando num misto de Homero e Tucídides do rock. Consta que Crowe está preparando um documentário sobre o Pearl Jam. ‘Backspacer’ é o novo trabalho da banda, recém lançado.



Escrito por Kazuo Su-X às 16h41
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Curtas (musicais):

 

- Sobre o U2: o que ecôou essa semana foi a insatisfação do U2 com as vendas de seu álbum ‘No Line on The Horizon’ lançado em março. Vendeu menos que o antecessor ‘How Dismantle an Atomic Bomb’ e cem mil cópias a menos do que ‘All That You Can’t Leave Behind’ (2000). Quantos álbuns o U2 vendeu?? O quarteto irlandês contabiliza um milhão de cópias vendidas (!!!) em pouco mais de seis meses, expressão numérica considerada baixa (??) para a banda. ‘How Dismantle’ (2004) vendeu mais de 3 milhões de cópias e é preciso enfatizar o momento de crise pela qual a industria musical passa. Hoje vender um milhão de cópias é um feito no mínimo notável.

 

Tem sido dito que faltou uma faixa ‘carro chefe’ de grande impacto comercial uma vez que os singles ‘Get on Your Boots’ e ‘I’ll Go Crazy If You Don’t Go Crazy Tonight’ não chegaram nem a Top 10 nos charts mais expressivos. De fato, se analisadas fora do contexto, ambas as canções são bem inferiores a qualquer uma da compilação ‘18 singles’, e destoam sim do restante do tracklist de ‘No Line on The Horizon’. Entretanto, ‘No Line on The Horizon’ é um empreendimento meticuloso e seu processo de criação mostrou-se um tanto quanto engenhoso, com a banda incluindo partes gravadas em sessões onde os instrumentos foram montados ao ar livre. Ouça por exemplo o início de ‘Unknown Caller’ e preste atenção nos passaros cantando em cima das árvores. Não se trata de sampler algum. O produtor Brian Eno também comparece enquanto co-autor de algumas canções.

 

Ainda assim a idéia do U2 foi fazer exatamente o que acreditavam que deveriam, demonstrando assim alguma insatisfação criativa, algo importânte quando uma banda já atravessou vinte anos de carreira. ‘No Line on The Horizon’ já foi comentado neste blog e eu tomei-o enquanto um trabalho ousado de uma banda que não precisa provar nada para ninguém. Uma banda de rock madura cujo álbum lançado em 2009 estará em primeiro lugar na minha lista de melhores de 2009!

 

- Sobre os pesos pesados do metal: dentre as bandas extremas tivemos em 2009 bons lançamentos no terreno do thrash/death metal e grindcore. Como já dito no ‘playlist’ aos meus ouvidos o Slayer ficou devendo um pouco no quesito produção. Muitos ‘fãs xiitas’ olhavam de cima para baixo os álbuns que a banda gravou sem o baterista Dave Lombard. No entanto é preciso resgatar ‘Divine Intervention’, ‘Diabolus in Musica’ e ‘God Hate Us All’ que o Slayer gravou com o batera Paul Bostaph. Musicalmente são álbuns colocados enquanto ‘não tão clássicos’ mas que apresentavam uma sonoridade monumental, cortesia do produtor Rick Rubin.

 

Rubin ainda detém alguma legitimidade nos negócios do Slayer tanto que aparece nos créditos dos álbuns da banda como ‘executive producer’ (produtor executivo), sem no entanto ter produzido o novo álbum do Slayer ‘World Painted Blood’. Isso ocorreu no retorno de Dave Lombard, o álbum ‘Christ Illusion’ de 2006 (produzido por Josh Abraham) e ‘World Painted Blood’ foi produzido por Greg Fidelman. Claro que ‘World Painted Blood’ é um trabalho que não decepcionará os fãs, mas fica um olhar (ou ouvido) enviezado sobretudo se levarmos em conta o produto final de ‘Death Magnetic’ que o Metallica lançou em 2008 produzido por Rick Rubin.

 

Nenhum fã de metal em sã consciência questiona o poder de fogo do Slayer ao vivo, ainda assim faltou uma audácia artistica da banda em estudio. O ‘super resquisitado pelas bandas de thrash metal’ produtor Andy Sneap desde o ‘God Hate Us All’ vem tentanto produzir o Slayer. Sneap vem obtendo bons resultados com nomes tradicionais do estilo como Testament ou Kreator e arrancou elogios de Dave Mustaine ao produzir o Megadeth em ‘United Abominations’. Outro bastião do thrash oitentista, o Megadeth também acabou de lançar ‘Endgame’ que ainda não escutei.

 

- Entre as bandas death, enquanto escrevo isso ouço ‘A Taste of Extreme Divine’ recém lançado pelo suéco Hypocrisy. O trabalho é bom, intenso, brutal sem dispensar belas melodias de guitarra. É candidato a pelo menos uma menção honrosa. ‘Eviceration Plague’ foi lançado pelo Cannibal Corpse na virada do semestre, representando a divisão norte-americana do estilo. Ainda não ouvi o álbum que não deve destôar da regularidade habitual sempre apresentada pelo Cannibal Corpse.

 

‘All Shall Fall’ deve estar acabando de sair na Europa e marca o retorno do norueguês Immortal, que por sua vez, representará o grande lançamento do ano no terreno do black metal. Aguardo com alguma expectativa e pode sim ser o grande lançamento do metal extremo em 2009. No terreno do grindcore houve o lançamento de ‘Time Waits For No Slave’ do britânico Napalm Death que não pode ser esquecido e que também preciso mencionar aqui neste blog.

 

- Sobre a minha lista de melhores de 2009: as 10 colocações já estão praticamente certas. Daqui para dezembro procurarei o ‘21 Century Breakdown’ do Green Day que estarei ouvindo com algum atraso. ‘Black Gives Way to Blue’ do Alice in Chains também está despertando a minha curiosidade assim como o mundo aguarda o álbum de estréia do Them Crooked Vultures que conta com John Paul Jones, Dave Ghrol e Josh Homme. Tenha certeza de que o Top 10 deste blog Evil FC será o único onde bandas underground convivem lado a lado a grandes nomes do mainstream musical. Será a única lista de Top 10 onde você verá U2 e Candlemass juntos!!



Escrito por Kazuo Su-X às 16h39
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- Conforme dito na última atualização, aqui vai o review de ‘Babylon’ do WASP!

 

1 lançamento!

 

WASP

‘Babylon’

Gravadora: desconhecida.

2009

 

Num espaço de dois anos o WASP lança o sucessor de ‘Dominator’ lançado em 2007. Particularmente observei ‘Dominator’ enquanto um trabalho coeso, sem destôar de suas raízes mas ainda assim apresentando resquícios grandiosos de alguns momentos dos conceituais ‘The Neon God I e II’. ‘Babylon’ não apresenta grandes surpresas mas também não se trata de um álbum ‘morno’ para completar a coleção. Blackie Lawless se mostra estável sim sem no entanto apresentar composições sem brilho em seu tracklist. É verdade que constam duas covers o que mostra que Blackie jamais se desvirtua das raízes clássicas do rock e as versões de Deep Purple e Chuck Berry ficaram muito boas.

 

Quando vi o título ‘Babylon’ até pensei em se tratar de outro álbum conceitual. O trabalho se aproxima bastante do WASP clássico dos anos 80, sobretudo da fase ‘The Last Command’ e ‘Inside The Eletric Circus’ da metade dos anos 80. ‘Crazy’ uma composição acelerada e mais calcada no hard rock abre o tracklist. A melodia das guitarras lembra muito ‘Wild Child’ (que abre ‘The Last Command’). É o WASP em seu estilo habitual e gozando de produção cristalina. Sabe-se que Blackie Lawless não dispensa o modo analógico gravado em seus equipamentos vintage. Os instrumentos ‘respiram’ e em plena ‘era digital’ fazer os instrumentos sôarem de verdade é o grande mérito do W.A.S.P.

 

 

‘Live To Die Another Day’ vem na sequência e a veia rocker não se desfaz. A faixa título ‘Babylon’ trás um refrão típico de Blackie Lawless numa linha mais calcada no metal tradicional, trazendo bases cavalgantes. Composição reta que segue o estilo das clássicas ‘Torture Never Stops’ (de ‘WASP’) ou ‘Chainsaw Charlie’ (do ‘Crimson Idol’). A primeira cover é ‘Burn’ do Deep Purple aqui executada de maneira mais visceral e com duas guitarras. Originalmente cantada por David Coverdale e Glenn Hughes, o resultado final ficou bem interessante no vozeirão rouco de Blackie Lawless. Um discreto órgão Hammond se faz presente pois o gênio Jon Lord, tecladista do Purple não pode ser esquecido nesta homenagem.

 

Num momento mais calmo, uma semi-balada surge. ‘Into the Fire’ ainda não dispensa o Hammond que contribui de maneira interessante para a sonoridade apresentada. Blackie Lawless carrega na dramaticidade em seu estilo característico e um belo solo (do guitarrista Doug Blair) também consta. O Hammond trás a mente algo da época do ‘The Headless Children’. O título de ‘Into The Fire’ também trás a mente a clássica balada ‘Sleeping in The Fire’ do primeiro álbum. Bela canção! ‘Thunder Red’ vem logo após trazendo novamente uma composição rápida.

 

Balanceando momentos cadênciados com partes rápidas, a ótima ‘Seas of Fire’ é apresentada com partes de guitarra cativantes. A canção em si segue a linha de ‘Hate To Love Me’ do ‘Unholy Terror’ (2001). Em outro momento mais ameno, ‘Godless Run’ apresenta um estilo de composição que se aproxima de ‘Trial of Tears’ (do ‘Dying For The World’), com uma entonação menos épica porém mais dramática. O desfecho se dá com ‘Promised Land’ do Chuck Berry onde Blackie Lawless explora tons mais graves de sua voz de maneira curiosa.

 

Agrada aos fãs (como eu) apesar de não trazer nada de novo. Também não estará presente na minha lista de melhores do ano embora eu tenha todo respeito do mundo pelo velho Blackie Lawless. ‘Babylon’ é bom, perfeito só se Chris Holmes nunca tivesse saído da banda...

 

Cotação: para os die hard fans.



Escrito por Kazuo Su-X às 16h38
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Bola e boleiros

 

- Sobre a rodada de meio de semana da Lega Calcio: não vi a partida toda, mas Juventus 5x1 Sampdoria foi o grande jogo da rodada. Temos uma Juventus atípica, outrora a mais tradicional e mais nítida personificação do catenaccio atualmente valendo-se de um toque de bola envolvente, vistoso e sul-americanizado. Após contusão, Diego retorna bem obrigado e uma Juve ofensiva veio a campo contra a Sampdoria de Cassano que até então vinha sendo um grande destaque da Série A. O embate valia a vice-liderança.

 

A Juve sofre sim com algumas baixas, Marchisio e Iaquinta começaram bem a temporada, ambos tendo sido surpreendidos por graves lesões. Por outro lado, o técnico Ciro Ferrara que começou a ouvir diversas críticas nas últimas rodadas mostra-se destemido e vimos uma Juve com Sissoko mais fixo a frente da defesa, Camoranesi, Felipe Melo e Diego formando o meio de campo. Atuando ora aberto pelos lados ora como homem de ligação, o posicionamento de Diego lembra muito a função que Kaká exercia no Milan de Carlo Ancelotti. A promessa Giovinco formou dupla de ataque com Amauri (dois gols na partida) também em grande fase.

 

Amauri comemora o primeiro gol. (foto: La Gazzeta Dello Sport)

Surpreendida em Turim, a Sampdoria ficou devendo. Sem ter o que fazer, o competente técnico Luigi Del Neri lançou o time a frente e o resultado foi apenas o gol de honra. A Juventus dormiu vice-líder e ainda dá indícios de poder fazer frente a Internazionale (líder) que enfrenta hoje o Palermo complementando a rodada. O Milan enfrentou o Napoli em Napoles cercado de expectativas, fazendo 2x0 (um dos gols de Pato) ainda no primeiro tempo e em menos de quinze minutos. Ao fim do segundo tempo acabou cedendo o empate para os partenopei e a partida terminou em 2x2. Na Itália, Milan e Napoli é um confronto tradicional.

 

- Como eu disse neste blog muito fogo de palha iria se apagar. Os clubes de Genova, Sampdoria e Genoa se encontram na briga entre terceiro e quinto lugares bem como a Fiorentina. A Inter segue apresentando sua regularidade costumeira e a Juve já se faz a habitual ‘anti-Inter’. Por outro lado, dado como morto desde a pré-temporada, o Milan faz valer o peso de sua camisa e sua tradição. O Campeonato Italiano se mostra competitivo e apresenta bons embates. Ainda que muitos jornalistas tenham alardeado a decadência do futebol italiano (o que não é mentira) temos grandes craques ali sim, tais quais Diego, Amauri, Eto’o, Sneijder, Ronaldinho motivado e Alexandre Pato.

 

- Após derrota para o Milan na UEFA Champions League e a goleada estapafurdia sofrida contra o Alcorcon da terceira divisão (4x0 pela Copa do Rei), alguém acredita que o Real Madrid será carregado nas costas por Kaká? Não acompanho a Liga Espanhola regularmente mas a maneira como La Liga foi enaltecida pela imprensa enquanto a mais poderosa junto a Premier League britânica, não necessáriamente significa equilibrio entre os clubes participantes. A riqueza parece dividida apenas entre Real Madrid e Barcelona. Há um Sevilla competitivo correndo por fora e só. A virada de turno se aproxima e já se fala no interesse de clubes inglêses em Kun Aguero (Atlético de Madrid) e num possivel pacote almejado pelo Manchester United que estaria cobiçando os ‘Davids’ Silva e Villa do Valencia em crise já a algum tempo.

 

- Nota bizarra da semana: o Botafogo de Ribeirão Preto tenta ressurgir e já começou sua principal jogada de marketing para o Campeonato Paulista 2010. A grande contratação do clube será o veterano atacante italiano CHRISTIAN VIERI (!!!) que havia anunciado aposentadoria. Vieri jogou pela Itália nos mundiais de 1998 e 2002, passou por clubes como Juventus (a de Turim, não o da Rua Javari), Atlético de Madrid, Internazionale, Milan, Monaco, Fiorentina e Atalanta.



Escrito por Kazuo Su-X às 16h36
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Playlist:

 

- In Flames ‘Come Clarity’ penultimo álbum de estúdio do suéco In Flames mal visto pelos fãs radicais de metal, mas enorme em popularidade no metal mainstream europeu; W.A.S.P. ‘Live in The Raw’ sigo ouvindo o ao vivo da banda de Blackie Lawless lançado em 1987; Dream Theater ‘Images & Words’ clássico do novaiorquino Dream Theater que contém ‘Pull Me Under’ canção que andei tentando tocar no Guitar Hero do Playstation 3 de um amigo mas mal consegui chegar ao refrão, igual do baixo do virtuoso John Miyung só a minha cara de japa mesmo...

 

Tracklist:

 

- Metallica ‘Frantic’ de um official bootleg para free download no site da banda captada em Orlando (EUA) num show em 2003; Slayer ‘World Painted Blood’ faixa-título do novo álbum do velho Slayer!

 

Curtas:

 

- Após semana infernal corrigindo provas e fechando notas fui no sábado pra fazenda de um amigo ver pessoas ficarem bêbadas e jogarem truco. Eles se utilizaram da ‘milenar’ técnica do ‘jet’ para punir os que perdiam. Não sei jogar truco, logo não bebi e o ‘jet’ consiste em furar a lata de cerveja numa extremidade inferior e só abri-la pelo anel quando o bebedor já estiver com o furo próximo a boca.

 

- Lá pelas tantas um dos envolvidos criou uma versão de ‘Under The Bridge’ do Red Hot Chilli Peppers com a letra de ‘Festa do Apê’ do Latino...

 

- Enquanto as pessoas ficavam bêbadas eu assistia a um dvd dos Trapalhões, daqueles lançados pela Globo e que compilam os epísódios clássicos dos Trapalhões ainda com o quarteto original Didi, Dedé, Mussum (já falecido) e Zacarias (já falecido). Havia o antológico episódio do ‘show de calouros’ do Dedé em que Didi e sua filha (Zacarias caracterizado) cantavam ‘Papai eu quero me casar’.

 

- Havia também um dvd com quatro episódios do velho seriado japonês Jaspion. Assisti três episódios e observei o quão inconsistênte eram os roteiros bem como a deficiência dos efeitos especiais da época que antecedia e muito qualquer recurso de computação gráfica. O engraçado é perceber que naquela época (1986) o Japão vivia grande progresso científico e financeiro. Os inimigos do Jaspion pretendiam corromper o homem e fazer com que o Planeta Terra regredisse a época pré histórica/selvagem onde apenas os fortes sobreviveriam.

 

Em dias de aquecimento global e questões ambientais de risco, bem que o espectador poderia começar a torcer para Satan Goss e seu filho Mac Garen derrotarem Jaspion em nome da conservação do planeta. Se fossem realmente incriminados pelas legislações terrestres, Mac Garen (foto) teria uma condenação bem extensa. Ele poderia ser condenado por formação de quadrilha, por tentar corromper menores (numa época em que pedofilia nem era tão popular), destruição múltipla de patrimônio público (cada luta entre o gigante guerreiro Daileon e um monstro gigante derrubava metade de Tokio e multiplique isso por uns 40 episódios). Além da prática de coação e extorção inocentes pois em alguns episódos Mac Garen tentava vitimar o homem utilizando-se da própria ganância deste.

 

Satan Goss é um ser maligno cuja origem é desconhecida. Estéticamente ele é um Darth Vader gigante que deve ter surgido de algum parte do ‘lado negro da força’ que sofria de sérias restrições orçamentárias. Seu filho Mac Garen é vivido pelo ator Juniti Haruta, um dos maiores atores do Japão. Segundo consta, Mac Garen é uma adequação do nome original do vilão feita pela dublagem brasileira. O nome original era Mad Galant (algo como ‘louco galante’ ou ‘insano galante’), dada a sua imponente aparência sem a armadura negra.

 

- O Jaspion resolveria todos os problemas de segurança no RJ!!!



Escrito por Kazuo Su-X às 17h42
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Curtas (sobre periódicos):

 

- Nos grandes centros saiu a Billboard Brasil mas até agora a publicação ainda não chegou em Apucarana/PR. Não sei se a mesma está sendo vendida nas cidades maiores dos arredores como Maringá e Londrina. Essas publicações voltadas para cultura pop parecem estar em alta. Essa semana chegou aqui uma outra (cara) publicação chamada D’licia sendo mais ou menos uma mistura  da Trip com Rolling Stone. Não paguei pela tal D’licia, li o que achei que valia a pena na livraria e boa parte da publicação pela qual pedem-se mais de dez reais não valem esses mais de dez reais.

 

A D’licia parece uma revista Caras para grã-fino otário que paga de alternativo. Preço caro, acabamento gráfico chamativo, bons nomes no staff (como Xico Sá). No entanto as páginas finais com fotos em coluna social tiradas nos camarotes vips de amistoso da Seleção Brasileira frequentado por celebridades convidadas pelo Ricardo Teixeira depõem contra a publicação e éticamente me obriga a fazer essa pequena análise depreciativa.

 

- Ainda sobre o mercado editorial, dada a Copa de 2010 que se aproxima e o virtual Mundial de 2014 a acontecer no Brasil cresce também o número de publicações futebolisticas. Há nas bancas uma Four Four Two que nada tem a ver com a Four Four Two alemã. Isso além da revista Lance que entrou no mercado no fim do ano passado completando praticamente um ano já. A equipe Trivela continua normalmente no site Trivela e sob o nome Trivela. No entanto o staff que fazia a revista Trivela integrará agora a revista da ESPN. A revista da ESPN já está sendo anunciada a o primeiro número sairá agora em novembro. Como eu já disse aqui, a revista Trivela acabou!



Escrito por Kazuo Su-X às 17h41
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O melhor do metal em 2009...

 

1- Dream Theater ‘Black Clouds And Silver Linings’: progressive metal classudo e elegante do Dream Theater lançado no primeiro semestre obteve boas colocações nos charts europeus e a banda segue tranquilamente sua trilha de grande do metal contemporâneo.

 

2- Slayer ‘World Painted Blood’: vai ser lançado oficialmente nos primeiros dias de novembro mas alguns promos já vazaram, é claro! O estilo não destoa do ‘estilo Slayer’, no entanto a linha das composições de ‘World Painted Blood’ surgem um pouco mais ousadas (leia-se: uso de partes cadênciadas) do que em ‘Christ Illusion’ (2006) que marcou a volta do batera Dave Lombard. ‘Christ Illusion’ tinha um direcionamento mais ‘reto’ e hoje o Slayer (sobretudo o baterista Lombard) é uma banda experiênte e absurdamente técnica também. Menos próximo do que era em ‘Reign Blood’ (esse só teve um, virou clássico e não faz sentido a banda fazer uma ‘parte II’) e sim mais próximo de trabalhos como ‘South of Heaven’ e ‘Seasons in The Abyss’. 

 

3 – W.A.S.P. ‘Babylon’: ‘mais do mesmo’ que agradará em cheio os fãs da banda e muitos saudosistas do hard/metal dos anos 80. Blackie Lawless segue intacto com seu pedestal de guidão de motocicleta e guitarra entre os braços. Não mudará o mundo, mas é assim mesmo que seus fãs desejam que seje!

 

4 – Candlemass ‘Death Magic Doom’: mestres suécos do sombrio doom metal apresentaram guitarras na cara, riffs estrondosos e timbres incomparáveis. Independente do rótulo ‘Death Magic Doom’ é o que de melhor uma banda de heavy metal pode produzir e no caso do Candlemass, amparado pela voz poderosa de Rob Lowe.

 

5 – Heaven & Hell ‘The Devil You Know’: saiu ainda no primeiro semestre e devo um review sobre o álbum aqui neste blog. O nome é novo, o álbum também mas trata-se do velho Black Sabbath fase Dio em ação. Velhinhos reunidos numa performance muito superior daquela que até agora é a grande decepção do hard rock/metal de 2009!

 

...e o pior do metal em 2009!

 

Kiss – ‘Sonic Boom’: todo o respeito do mundo pelo Kiss ainda que eu não aprove muito a ‘fanfarronice’ da banda e seu interesse descarado no dinheiro dos fãs. ‘Sonic Boom’ está muito longe de ser ruim, no entanto é sim picaretagem! A capa propositadamente lembra a do clássico ‘Rock n’ Roll Over’ ainda dos anos 70. As máscaras estão aí e toda a mega produção mas este NÃO é o Kiss clássico. Tem muito jornalista dizendo que o álbum é um estrondo e que a banda não precisa provar nada para ninguém por isso ‘joga para a torcida’. No caso do Kiss isso é pouco. ‘Sonic Boom’ apresenta uma banda presa aos próprios clichês, datada e alheia a contemporâneidade.

 

Gene Simmons e Paul Stanley são o Kiss desde sempre mas o Kiss clássico era aquele com Peter Criss e Ace Frehley que tem suas máscaras utilizadas hoje por Eric Singer e Tommy Thayer. O Kiss clássico tinha os riffs do velho Ace e suas composições eram bem diferentes da ‘fase farofa’ dos anos 80 capitâneada por Paul Stanley. Stanley compôs muitas canções para ‘Sonic Boom’ e o que temos é o ‘Kiss oitentista’ requentado e embalado enquanto ‘Kiss clássico’.

 

Mr. Simmons, eu não caio nessa! Iron Maiden, Judas Priest e AC/DC estão dando de goleada...



Escrito por Kazuo Su-X às 17h41
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- O WASP lançou ‘Babylon’ como já disse aqui várias vezes no entanto havia um review já escrito sobre o ‘Dominator’ lançado em 2007 e aqui vai ele. Escreverei sobre o ‘Babylon’ possivelmente na próxima atualização!

 

1 álbum do W.A.S.P.!

 

W.A.S.P.

‘Dominator’            

Sanctuary Records

2007

 

Pode soar cafona, ‘retrô’, fora de propósto, algo deslocado de qualquer padrão atual vigente. Mas não se pode minimizar o fato de que Blackie Lawless (vocal/guitarra ex- New York Dolls) é um dos maiores compositores da história do heavy metal. O WASP teve seu auge na cena norte-americana durante os anos 80 em meio a tantas bandas de hard rock/glam metal surgidas em Los Angeles. Seu ‘chamariz’ eram as performances ao vivo com direito a serras elétricas acopladas ao braço dos músicos, visual sado-masoquista, porcos decapitados no palco, simulações de freiras sendo estupradas, protetores de testículos que explodiam. As composições de Lawless já eram marcantes naquele período quando surgiram ‘Animal (Fuck Like a Beast)’, ‘LOVE Machine’, ‘I Wanna Be Somebody’, ‘Wild Child’, ‘Blind in Texas’ entre outras hoje clássicas.

 

 

O poder de fogo do WASP ao vivo tinha como um dos seus pilares o infâme guitarrista Chris Holmes, bem como a produção concedida por Rod Smallwood que na época começava a fazer fama empresariando o Iron Maiden. Entre idas e vindas de Chris Holmes, Blackie Lawless chamou a atenção da imprensa rocker do fim dos anos oitenta ao dar rumos mais politizados ao WASP em ‘The Headless Children’ e acima de tudo no conceitual (e autobiográfico) ‘The Crimson Idol’. Em meio a polêmicas como o real significado da sigla que nomeia o grupo, censuras e disputas com o PMRC (órgão norte-americano que se manifestava contra ‘atentados musicais nocivos a juventude’); a proposta do W.A.S.P. poderia se situar entre o apresentado por  Kiss e Alice Cooper. A título de curiosidade (a hoje ingênua) ‘Animal (Fuck Like a Beast)’ chegou a ser cortada das primeiras prensagens do auto-intitulado álbum de estréia do WASP em 1982.

 

Após um período em marcha lenta no fim dos anos 90, período este ruim para toda a cena heavy/rock, Blackie Lawless apresentou trabalhos impactantes no início do milênio. ‘Unholy Terror’ (2001) trazia uma pegada quase punk aproximando-se do passado. O trabalho subsequênte ‘Dying For The World’ (2003) surgiu cercado de mais polêmicas e cheio de referências sonoras a experimentações realizadas pelos Beatles em trabalhos como ‘Revolver’. No período de composição de ‘Dying For The World’, a América vivia os dias seguintes aos atentados do 11 de setembro. Em meio a isso Pete Townshed (The Who), herói de Lawless, foi errôneamente acusado de pedofilia. Blackie chegou a enviar uma nota oficial a imprensa dizendo algo do tipo ‘pedofilos são os malditos padres da igreja católica’ e nas notas do encarte dedicou ‘Dying For The World’ aos soldados americanos que estavam indo ao Oriente ‘matar muçulmanos’. Pouco depois Blackie retornou aos trabalhos conceituais nas duas partes de ‘The Neon God’, originalmente planejado enquanto lançamento duplo mas que acabou saindo separadamente.

 

‘Dominator’ trás composições expontâneas até como uma espécie de reação à complexidade de ‘The Neon God’. A banda atual sofreu algumas alterações em relação àquela que realizou a tour do ultimo trabalho mas quem sempre brilha é o ‘chefe’ Blackie Lawless. ‘Mercy’ trás um refrão e letras típicas do W.A.S.P. abrindo um trabalho que impressiona pela maneira cristalina como sôam os instrumentos. Lawless se orgulha das gravações analógicas em equipamento vintage de seu estúdio particular, sem no entanto fazer com que a sonoridade do W.A.S.P. sôe datada. O nivel de gravação é sempre excelente. Na sequência uma levada emplogante da batera de Mike Dupke introduz a ótima ‘Long, Long Way To Go’. A voz inconfundível de Lawless surge em meio a pesadas bases de guitarra. ‘Take Me Up’ trás um momento mais emocional no início a contrastar com o peso das guitarras em questão de segundos, numa composição mais cadênciada.

 

Lawless

 

‘The Burning Man’ tem uma levada mais acelerada lembrando ‘Locomotive Man’ do ‘Unholy Terror’, além do marcante refrão. As guitarras apresentam bases ‘galopantes’ e ‘pegada’ semelhante à encontrada nas composições do álbum de estréia da banda auto-intitulado de 1984. Em ‘Heaven’s Hung Back’ tem-se uma pretensão grandiosa num estilo de composição atual e ousado do W.A.S.P. A canção lembra muito os momentos mais dramáticos de ‘The Neon God’, numa linha parecida com ‘What I’ll Never Find’. O resultado final é interessante e bastante dramático. Completam o tracklist ‘Heaven’s Blessed’, ‘Teacher’, uma versão mais curta de ‘Heaven’s Hung Black’ e a rocker ‘Deal With The Devil’, tudo isto em pouco mais de meia hora de música.

 

Um álbum apresentando o WASP em sua linha tradicional e Blackie Lawless em sua forma habitual: um compositor que ainda se inspira em trabalhos clássicos de bandas como The Who, Beatles e Black Sabbath.



Escrito por Kazuo Su-X às 17h40
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Bola e boleiros:

 

- Não acompanho La Liga da Espanha mas não deu para não notar a goleada que o Barcelona aplicou sobre o Zaragoza. 6x1 foi o placar final!

 

- Falei sobre o Milan durante toda a semana passada. Assisti Chievo e Milan (jogo acontecido em Verona) pela Série A mas não comentarei aqui em detalhes. O Milan saiu perdendo para o Chievo que fez 1x0 antes dos 10 min do primeiro tempo. Virou no finzinho com dois gols do zagueiro Alessandro Nesta num placar final de 2x1. O rossoneri chegou ao sexto lugar enquanto os rivais da Internazionale bateram o Catania pelo mesmo placar de 2x1 no sábado em Milão. Os gols foram de Muntari e Sneijder e os neroazzuli seguem lideres.

 



Escrito por Kazuo Su-X às 17h37
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